Como fazer uma fossa séptica

Em comunidades rurais que não são atendidas pela rede pública de tratamento de esgoto, é comum a utilização da fossa negra, que contamina os lençóis freáticos, fazendo da água um veneno potente, acarretando no desenvolvimento de doenças como diarréia, hepatite, salmonelose e cólera, entre outras.
Para eliminar esse problema, a Embrapa desenvolveu um sistema barato e eficiente que livra o produtor dessas doenças e ainda o ajuda no cultivo de suas lavouras. A fossa séptica biodigestora evita a contaminação do lençol freático e produz um adubo orgânico líquido que pode ser utilizado em hortas e pomares.
A técnica é simples. Três caixas d’água conectadas entre si são enterradas para manter o isolamento térmico. A primeira delas é ligada ao sistema de esgoto e recebe, uma vez por mês, 20 litros de uma mistura com 50% de água e 50% de esterco bovino fresco. Este material, junto com as fezes humanas, fermenta. A alta temperatura e a vedação das duas primeiras caixas eliminam os patógenos. No final do processo, o líquido está sem micróbios e pode ser usado como adubo.
Segundo a Embrapa, o custo da fossa é de mil reais, sendo uma solução ideal para uma família composta por cinco pessoas que despejam 50 litros de água e resíduos por dia. Em outros casos, a sugestão é colocar mais uma caixa de mil litros.
Para as propriedades que já estão com os lençóis freáticos contaminados, a Embrapa recomenda o uso de um clorador entre o cano de captação de água do poço e o reservatório. Isso elimina os microorganismos e garante água potável.


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